De qualquer forma prefiro não dizer nada a dizer tudo. Até porque quem logo diz tudo acaba sem nada pra falar.
Mas na verdade, eu quero é tudo!
Eu quero tudo antes que eu me afogue na minha própria estupidez. Antes que eu não possa mais me saciar na minha loucura, na minha insanidade.
De forma irrevogável, toda a irreverência se torna escassa, adulterada, pela emoção, pelo tosco que me descubro consumida.
Afagas minha consciência como se soubesse o que sinto, o que sou. Mas já não importa nada do que tenha vindo antes e ficado, intácto, calado, no passado;
Me viras do aveço, me tiras as verdades, insistes em me conhecer, em me fazer acreditar que sabemos do que o amor se trata.
Histórias dieconexas, olhares perdidos por opção, jogos quase que banalizados, uma inconstância fora de proporção e orgulhosos atos inconsequentes de uma personalidade intuitiva que beira a fixação pelo errado.
E consequentemente encontro tudo mudado. Sem medo de errar, a fixação muda de lado, muda-se o fato, mudo de estado.

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